{"id":1171,"date":"2024-03-06T10:51:46","date_gmt":"2024-03-06T13:51:46","guid":{"rendered":"https:\/\/superarsi.com.br\/?post_type=noticias&amp;p=513"},"modified":"2024-03-06T10:51:46","modified_gmt":"2024-03-06T13:51:46","slug":"comportamento-inapropriado-e-gestao-de-comportamento","status":"publish","type":"noticias","link":"https:\/\/superarsi.com.br\/site2025\/noticias\/comportamento-inapropriado-e-gestao-de-comportamento\/","title":{"rendered":"Comportamento inapropriado e gest\u00e3o de comportamento"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Podemos iniciar esse tema, lembrando que comportamento, de acordo com a ci\u00eancia ABA (An\u00e1lise do Comportamento Aplicada), \u00e9 tudo aquilo que \u00e9 capaz de se observar (a\u00e7\u00f5es, fala, movimentos, etc). Conv\u00e9m lembrar tamb\u00e9m, que ao contr\u00e1rio do que muitos pensam o comportamento inapropriado n\u00e3o \u00e9 apenas relacionado ao<strong> autismo<\/strong>. Toda e qualquer crian\u00e7a, independente de diagn\u00f3stico e\/ou se tem algum atraso no neurodesenvolvimento pode apresentar altera\u00e7\u00f5es comportamentais que precisam de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/superarsi.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CURSO-1024x577.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-514\" width=\"581\" height=\"327\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, vale relembrar que, cerca de 60% das pessoas com TEA v\u00e3o apresentar problemas significativos de comportamento. Uma grande parcela dessas crian\u00e7as vai apresentar, ao logo da sua vida, um transtorno grave de comportamento. Caso esses comportamentos sejam de um n\u00edvel muito elevado, eles ir\u00e3o afetar consideravelmente a qualidade de vida da fam\u00edlia, a qualidade de vida da crian\u00e7a e o seu potencial de aprendizagem de desenvolvimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma crian\u00e7a que apresenta altera\u00e7\u00e3o comportamental acaba diminuindo o seu conv\u00edvio social, fazendo com que os seus pares (colegas) n\u00e3o queiram mais interagir com essa crian\u00e7a. No caso da crian\u00e7a com TEA, que tem menor tend\u00eancia de buscar essa intera\u00e7\u00e3o com os amigos, interfere ainda mais, afinal quando ele tem comportamento inapropriado, mesmo que espor\u00e1dico, acaba criando um efeito duplo: em que ela procura pouco os seus pares, e o seu par procura pouco esta crian\u00e7a. Diante disso, esses comportamentos causam baixa intera\u00e7\u00e3o e afetam diretamente todo seu processo de aprendizagem e evolu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que s\u00e3o esses comportamentos inapropriados?<\/h2>\n\n\n\n<p>Podem ser m\u00faltiplos comportamentos que afetam o desenvolvimento da crian\u00e7a ou a sua capacidade de adaptar ao ambiente em que ela se encontra (casa, escola, cl\u00ednica, shoppings, pra\u00e7as, etc.). Podemos citar como comportamentos inapropriados: comportamento de agress\u00e3o, de auto agress\u00e3o, cuspir no ch\u00e3o, jogar objetos, bater no outro, chorar para obter aquilo que quer, fugir frequentemente de contatos sociais, controle de situa\u00e7\u00f5es e materiais e objetos, etc.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s compreender todo esse contexto, temos que ter a consci\u00eancia que a gest\u00e3o de comportamento \u00e9 de suma import\u00e2ncia. O termo <strong>\u201cgest\u00e3o de comportamento inapropriado\u201d<\/strong> nada mais \u00e9 do que formas de aprender a gerenciar comportamentos desregulados e desafiadores. Vale ressaltar que, a gest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 associada \u00e0 comportamentos rudes e sim na forma de compreendermos esse comportamento e analisar a melhor forma de agir com ele. Dessa forma, \u00e9 muito importante, n\u00f3s compreendermos que n\u00e3o basta eu reduzir os comportamentos inapropriados, eu preciso ensinar comportamentos que v\u00e3o substituir aqueles que s\u00e3o considerados inapropriados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pr\u00e1tica muito comum de profissionais que atuam com pacientes com TEA \u00e9 sempre pedir para os pais ignorarem esse comportamento. Por\u00e9m, temos que lembrar que essa \u00e9 uma medida muito superficial, porque ela n\u00e3o considera os procedimentos, hoje, considerados como ideais para se ensinar a crian\u00e7a; para substituir os comportamentos inapropriados por comportamentos apropriados. Ignorar o comportamento, ou seja, fazer um procedimento de extin\u00e7\u00e3o nem sempre \u00e9 apropriado.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes, a fun\u00e7\u00e3o do comportamento n\u00e3o \u00e9 a aten\u00e7\u00e3o e ato de ignorar surge muito pouco efeito. E, em alguns casos, pode at\u00e9 mesmo aumentar a frequ\u00eancia desse comportamento inapropriado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De forma, reduzida, podemos demonstrar que existem 4 etapas a serem seguidas que s\u00e3o necess\u00e1rias que ir\u00e3o auxiliar a forma de como gerenciar os comportamentos inapropriados e ensinar novas habilidades que v\u00e3o substituir tais comportamentos:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1\u00aa Etapa:<\/strong> Compreender qual \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do comportamento inapropriado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os comportamentos tem uma fun\u00e7\u00e3o, sendo as principais: obten\u00e7\u00e3o de algum objeto tang\u00edvel, fuga, aten\u00e7\u00e3o e controle. Sem identificar a fun\u00e7\u00e3o do comportamento \u00e9 imposs\u00edvel passarmos para a pr\u00f3xima etapa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2\u00aa Etapa:<\/strong> N\u00e3o refor\u00e7ar o comportamento inapropriado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3\u00aa Etapa: <\/strong>Realizar a seguinte pergunta: \u201cO que eu gostaria que a minha crian\u00e7a fizesse no lugar desse comportamento inapropriado que ela esta realizando nesse momento?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4\u00aa Etapa:<\/strong> Ensinar esse comportamento que eu escolhi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se a crian\u00e7a toda vez que quer uma bola, ela chorar e voc\u00ea entregar essa bola. Ela vai aprender que, quando ela quer a bola ou qualquer outro objeto basta ela chorar. Essa a\u00e7\u00e3o vai interferir diretamente na aquisi\u00e7\u00e3o de linguagem. Afinal, para que ela vai falar se ela consegue apenas ao chorar? Ent\u00e3o, o que n\u00f3s far\u00edamos nesse caso?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 1- <\/strong>Identificar a fun\u00e7\u00e3o: Eu quero a bola- obten\u00e7\u00e3o de objeto tang\u00edvel.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 2<\/strong>&#8211; Se eu estou entregando a bola com o choro, essa etapa me orienta que eu n\u00e3o posso entregar o objeto enquanto essa crian\u00e7a est\u00e1 chorando.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 3<\/strong>&#8211; Nesta etapa, eu vou pensar como eu gostaria que essa crian\u00e7a estivesse pedindo a bola, sem usar o choro.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 4<\/strong>&#8211; Essa etapa nada mais \u00e9 do que justamente ensinar esse comportamento, que pode ser atrav\u00e9s do gesto (apontar), ou me puxar para conseguir o objeto, ensinar a crian\u00e7a a usar o alcance dirigido, atrav\u00e9s da comunica\u00e7\u00e3o alternativa (uso de figuras e tablet) ou atrav\u00e9s da fala (vocaliza\u00e7\u00e3o intencional). Qualquer um desses comportamentos seriam mais apropriados do que o choro.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Imagine uma crian\u00e7a que para todo que ela quer obter ou para quase tudo, ela utilizar o choro? Isso \u00e9 um sinal de alerta! Se toda vez que ela chora, ela obt\u00e9m o objeto e n\u00e3o precisa fazer um ato mais funciona, esse comportamento vai aparecer cada vez mais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O assunto sobre comportamento e gest\u00e3o \u00e9 bem amplo e requer sempre um conhecimento detalhado sobre todo o contexto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Podemos iniciar esse tema, lembrando que comportamento, de acordo com a ci\u00eancia ABA (An\u00e1lise do Comportamento Aplicada), \u00e9 tudo aquilo que \u00e9 capaz de se observar (a\u00e7\u00f5es, fala, movimentos, etc). Conv\u00e9m lembrar tamb\u00e9m, que ao contr\u00e1rio do que muitos pensam o comportamento inapropriado n\u00e3o \u00e9 apenas relacionado ao autismo. 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